O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (11) que ainda há R$ 9,73 bilhões em recursos esquecidos por clientes em instituições financeiras de todo o país. O montante considera valores contabilizados até setembro deste ano e inclui contas inativas, consórcios encerrados e outros depósitos não resgatados.
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Segundo o BC, 48,6 milhões de pessoas físicas têm direito a R$ 7,6 bilhões, enquanto 4,73 milhões de empresas somam R$ 2,12 bilhões em valores disponíveis. Desde o início do programa, o sistema já devolveu R$ 12,21 bilhões aos correntistas e empresas que solicitaram o resgate.
Em 2024, o Congresso Nacional chegou a autorizar o governo federal a recolher os valores não resgatados, mas, de acordo com o Ministério da Fazenda, o processo ainda não está em andamento. Assim, os clientes podem continuar retirando os valores sem prazo definido.
A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Banco Central: valoresareceber.bcb.gov.br O sistema permite verificar se há valores disponíveis para pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas. Para solicitar a devolução, é necessário informar uma chave PIX. Quem não possuir uma, deve entrar em contato com a instituição financeira para definir outra forma de recebimento ou cadastrar uma nova chave antes de refazer o pedido no sistema.
No caso de pessoas falecidas, apenas herdeiros, inventariantes, representantes legais ou testamentários podem consultar e resgatar os valores, mediante o preenchimento de um termo de responsabilidade.
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Desde 27 de maio, o Banco Central passou a oferecer a opção de solicitação automática de resgate. O serviço é opcional e está disponível apenas para pessoas físicas com conta gov.br nível prata ou ouro e chave PIX do tipo CPF.
Com essa funcionalidade, o cidadão não precisa mais acessar o sistema periodicamente: assim que houver algum valor disponível, a própria instituição financeira fará o crédito automaticamente. No entanto, o BC ressalta que não enviará notificações sobre os depósitos — o valor será creditado diretamente na conta vinculada à chave PIX.
Instituições que não aderirem ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo o pedido manual, inclusive em casos de contas conjuntas.
Para reduzir riscos de fraude, o BC reforçou, em fevereiro, as camadas de segurança do Sistema Valores a Receber (SVR). Agora, o acesso só pode ser feito com conta gov.br nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativada.
Quem ainda não possui o aplicativo gov.br precisa baixá-lo, realizar a validação facial e ativar o segundo fator de autenticação. O acesso ao SVR é feito com CPF e senha, seguidos do código de verificação gerado no app.
Com essas medidas, o Banco Central busca garantir mais segurança no processo e facilitar o acesso dos brasileiros aos recursos que ainda aguardam devolução nas instituições financeiras.