NotíciasChuva de Meteoros Orionídeas promete espetáculo nos céus.

23 Outubro, 2025.


A chuva de meteoros Orionídeas (Orionids, em inglês) atingirá sua máxima atividade esta semana, com pico previsto para as noites de 21 para 22 e 22 para 23 de outubro. A visibilidade no Brasil será excelente em todo o território, com o melhor horário de observação sendo da meia-noite ao amanhecer.

Chuva de Meteoros Orionídeas promete espetáculo nos céus

Foto |Reprodução

De acordo com o astrônomo Dr. Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI), essa chuva possui meteoros rápidos, brilhantes e que muitas vezes deixam trilhas luminosas no céu. Os meteoros podem chegar a 66 quilômetros por segundo, o que é considerado extremamente rápido.

O nome da chuva vem da constelação de Órion, o Caçador, pois é dessa região do céu — próxima à estrela Betelgeuse que os meteoros parecem se originar. Ainda assim, os clarões podem surgir em qualquer parte do firmamento. “A boa notícia é que todo o Brasil poderá observar. O radiante em Órion é visível de norte a sul, com leve vantagem para o Norte e o Nordeste, onde ele sobe mais alto. Mesmo no Sul, é um show garantido”, destaca o Projeto Exoss.

As Orionídeas são compostas pelos detritos deixados pelo Cometa Halley, que passa nas proximidades da Terra a cada 75 a 76 anos. Quando o planeta cruza essa trilha de poeira e gelo, os fragmentos entram na atmosfera e queimam, criando os traços luminosos visíveis no céu.

O fenômeno ocorre anualmente entre 2 de outubro e 12 de novembro, período em que a Terra atravessa as partes mais densas do rastro deixado pelo Halley. As Orionídeas são, aliás, a segunda chuva de meteoros associada a esse cometa a outra é a Eta Aquáridas, observada em maio.

Não é necessário telescópio, binóculo ou qualquer equipamento especial — apenas céu limpo, paciência e um local escuro.

O que são chuvas de meteoros?

As chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa uma região do espaço cheia de meteoroides — fragmentos de cometas ou asteroides. Ao entrarem na atmosfera terrestre em alta velocidade, eles se incendeiam e produzem o brilho intenso que popularmente chamamos de “estrelas cadentes”.
Esses fragmentos variam de grãos de poeira a pequenas rochas, e quase sempre se desintegram completamente antes de atingir o solo. Além de sua beleza, o fenômeno tem grande importância científica: ajuda a compreender a formação do Sistema Solar e auxilia centros de controle espacial na proteção de satélites e sondas.

Como localizar a constelação de Órion no céu

1. Espere até por volta da meia-noite. Nesse horário, Órion começa a surgir no leste, o mesmo lado por onde nasce o Sol.
2. Identifique as “Três Marias”. São três estrelas alinhadas e de brilho intenso — Alnitak, Alnilam e Mintaka —, que formam o cinturão do Caçador e são facilmente reconhecíveis a olho nu.
3. Procure Betelgeuse e Rigel. Acima do cinturão está Betelgeuse, uma estrela alaranjada e brilhante; abaixo, Rigel, azulada e igualmente intensa. O radiante das Orionídeas fica próximo a Betelgeuse.
4. Olhe para o entorno da constelação. Os meteoros parecem “nascer” de Órion, mas podem cruzar qualquer parte do céu. Quanto mais amplo o campo de visão, melhor.

Voltar pagina inicial


Utilizamos cookies essenciais para melhorar sua experiência de navegação e que são necessários e essencial para assegurar o funcionamento da página eletrônica . Para conferir os cookies utilizados na; política de Cookies.