NotíciasNo Dia Internacional da Educação, MEC destaca protagonismo do Brasil em agendas globais.

24 Janeiro, 2026.


Celebrado no sábado, 24 de janeiro, o Dia Internacional da Educação foi marcado pela divulgação, pelo Ministério da Educação (MEC), de um balanço das ações internacionais desenvolvidas ao longo de 2025. O levantamento evidencia o fortalecimento do protagonismo brasileiro em organismos multilaterais, fóruns globais e acordos bilaterais, consolidando a educação como eixo estratégico da política externa do país.

No Dia Internacional da Educação, MEC destaca protagonismo do Brasil

Foto |Jornal de Itirapina

Ao longo do ano, o Brasil assumiu papel de liderança em instâncias internacionais, com destaque para a presidência dos setores educacionais do BRICS e do Mercosul. A atuação também incluiu a coordenação de debates relevantes, como a inserção da pauta educacional na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em novembro, em Belém (PA).

No âmbito bilateral, a agenda do MEC avançou com a celebração de acordos com países das Américas, África, Ásia e Europa. Um dos marcos foi a formalização do acordo educacional com as Bahamas, que completou a rede de cooperação brasileira com os 34 países do continente americano. Além disso, foram conduzidas outras 35 agendas bilaterais com nações como Alemanha, França, China, Índia, Reino Unido e Uruguai.

A presença internacional da pasta reforçou alianças, ampliou redes de cooperação e contribuiu para posicionar o Brasil na área educacional. A estratégia adotada pelo MEC aposta na cooperação internacional como instrumento de transformação, alinhando as políticas educacionais ao compromisso com o desenvolvimento sustentável nas dimensões social, econômica e ambiental.

O que diz o Ministério da Educação (MEC)

Fóruns mundiais – Sob a coordenação do MEC, o Brasil liderou a agenda de educação do BRICS, sediando a 12ª Reunião de Ministros da Educação, em Brasília (DF). O encontro resultou na aprovação da Declaração de Brasília e em uma expansão sem precedentes da Rede de Universidades do bloco, que saltou de 56 para 178 instituições parceiras.
Em nível regional, a Presidência Pro Tempore Brasileira (PPTB) do Mercosul Educacional foi exitosa. Foram realizados seminários e 39 reuniões que fortaleceram programas como o Parlamento Juvenil do Mercosul, consolidando avanços na avaliação regional e na mobilidade acadêmica entre os estados-membros.
No Grupo dos 20 (G20), sob a responsabilidade da África do Sul em 2025, o MEC marcou presença nas reuniões técnicas e ministeriais. Entre as ações, o ministro Camilo Santana esteve em Skukuza, no país africano, apresentando soluções nacionais como o programa Mais Professores para o Brasil e a Plataforma Carolina Bori, além de apoiar a presidência sul-africana na promoção da coalizão pela alfabetização e pelo aprendizado da matemática no âmbito da Rede IBAS de Aprendizagem Fundamental.

Educação climática – A participação do MEC na COP30, em Belém (PA), posicionou a educação como pilar central da agenda climática. O ministério organizou 13 eventos nas Zonas Verde e Azul, liderando encontros globais. No evento, foram apresentadas políticas públicas que articulam qualidade educacional, inovação e sustentabilidade. As agendas promovidas pelo MEC enfatizaram iniciativas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
O Brasil também propôs a criação da Rede África–Brasil–América Latina e Caribe sobre Políticas de Educação e Juventude para Sustentabilidade e Resiliência Climáticas. A iniciativa busca reunir países e organismos internacionais para compartilhar tecnologias sociais, desenvolver formações conjuntas e fortalecer políticas públicas voltadas à juventude e à educação climática.

África – Com Angola, foram intensificadas ações nas áreas de avaliação, supervisão e regulação do ensino superior, além da formação profissional em saúde. Com Moçambique, a principal iniciativa consiste no acordo que possibilitará a capacitação, nos Institutos Federais do Brasil, de até 400 técnicos agrícolas moçambicanos a partir de 2026. Para São Tomé e Príncipe, o país enviou especialistas para o fortalecimento da educação de jovens e adultos (EJA) e colaborou em programas de alimentação escolar.

Ásia – Os diálogos com a China, em temas como inteligência artificial (IA), conectividade, intercâmbio e estratégias pedagógicas, foram pautas da Conferência de Educação Brasil e China. Os dois países também são signatários do Memorando de Entendimento sobre Mobilidade Acadêmica na Área de Ensino e Aprendizagem de Português como Língua Estrangeira, que prevê uma série de ações de cooperação nos próximos anos.
No Japão, o destaque foi para a assinatura do Memorando de Cooperação em Educação entre o MEC e o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão, em Tóquio, com foco no intercâmbio técnico, a cooperação internacional, o diálogo político em educação e pesquisa e o apoio educacional à comunidade brasileira residente no Japão.
O Timor-Leste, nação de língua portuguesa, também estabeleceu parcerias estratégicas com o MEC. Ao país asiático foram enviadas missões técnicas para o fortalecimento do ensino técnico e vocacional, contribuindo para formações em áreas estratégicas como gestão, produção de café e laticínios. Além disso, o MEC vem contribuindo para o Projeto Escola de Raiz, cujo objetivo é formar professores da educação básica.

Fronteiras – O MEC também avançou na reformulação do Programa Escolas Interculturais de Fronteira (Peif) durante encontros multilaterais. As ações ressaltam o compromisso do MEC com a educação intercultural, multilíngue e inclusiva nas regiões de fronteira, a fim de consolidar subsídios técnicos e institucionais para a implementação do programa.

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