Senador afirma que decidiu viajar aos Estados Unidos com a esposa, nega ter fugido e diz que pretende continuar sua atuação política no exterior. Polícia Federal investiga descumprimento de determinações judiciais.
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Saída ocorreu após restrições impostas pela Justiça
A viagem aconteceu poucos dias depois do segundo turno presidencial, realizado em 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na mesma data, a Polícia Federal solicitou ao STF a adoção de medidas cautelares contra o senador, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em procedimento que também envolve o advogado Willer Tomaz.
Flávio Bolsonaro após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Foto: Reuters/Agustin Marcarian.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes, a proibição de saída do território nacional e restrições de contato com outros investigados.
Apesar das determinações, Flávio deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), atravessando a fronteira com a Argentina, acompanhado da esposa e das filhas. Posteriormente, seguiu viagem para os Estados Unidos.
Ministro Alexandre de Moraes. Foto: Fonte - STF.
Caso levanta debate sobre cumprimento de decisões judiciais
A situação reúne questões políticas e jurídicas que deverão continuar em discussão, especialmente quanto à aplicação de medidas cautelares, aos limites da liberdade de deslocamento e às consequências do eventual descumprimento de ordens do Supremo Tribunal Federal.
A investigação ainda deverá esclarecer as responsabilidades individuais e as circunstâncias da viagem, respeitando o devido processo legal e o direito de defesa.
O caso permanece em acompanhamento pelas autoridades brasileiras.
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