Embora seja amplamente conhecida, a leucemia ainda desperta dúvidas, especialmente sobre suas causas e fatores de risco. Trata-se de um câncer que afeta o sangue e tem início nas células-tronco da medula óssea estrutura responsável pela produção das células sanguíneas. Na doença, as células saudáveis passam a ser substituídas por células anormais, que não desempenham adequadamente suas funções.
Foto |Reprodução Jornal de Itirapina
A origem exata da leucemia permanece desconhecida. No entanto, especialistas apontam que o desenvolvimento da doença está associado a mutações no DNA, que podem surgir espontaneamente ou após exposição a radiação e substâncias cancerígenas. Fatores genéticos e ambientais também influenciam o risco, como ocorre em outros tipos de câncer.
De acordo com o Ministério da Saúde, determinados trabalhadores estão mais vulneráveis ao desenvolvimento da leucemia devido ao contato frequente com agentes químicos. Entre eles estão profissionais envolvidos na produção e aplicação de agrotóxicos; na fabricação de solventes, borrachas, resinas e plásticos; na indústria petroquímica; e na área de radiologia, além de outras atividades com exposição semelhante. Nesses casos, a adoção de medidas preventivas adequadas pode reduzir os riscos.
Os sinais da leucemia decorrem da redução na produção de células sanguíneas pela medula óssea. A diminuição dos glóbulos vermelhos pode causar anemia; a queda dos glóbulos brancos compromete a defesa do organismo contra infecções; e a redução das plaquetas favorece sangramentos.
Entre os sintomas mais frequentes estão:
Fraqueza;
Sangramentos;
Manchas roxas ou pontos vermelhos na pele;
Dores nas pernas;
Febre;
Gânglios linfáticos aumentados;
Dor e aumento do baço, localizado na região esquerda do abdômen.
Diagnóstico e início imediato do tratamento
Diante dos sintomas relatados pelo paciente, o médico solicita inicialmente um hemograma. Caso o exame apresente alterações, é indicado o mielograma, que avalia diretamente a medula óssea. Confirmado o diagnóstico, o tratamento deve começar o quanto antes.
A terapia é definida conforme o tipo de leucemia e as características individuais do paciente. O objetivo é eliminar as células anormais para permitir que a medula volte a produzir células saudáveis. O tratamento pode incluir quimioterapia, controle de complicações e medidas para prevenir ou combater o comprometimento do sistema nervoso central, que envolve cérebro e medula espinhal. Em algumas situações, é recomendado o transplante de medula óssea.
Diante de qualquer sintoma persistente, a orientação é procurar atendimento médico. O diagnóstico precoce continua sendo a principal estratégia para melhorar as chances de sucesso no tratamento.