Mês concentra campanhas que reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo. Três cores ganham destaque no calendário: lilás, amarelo e azul-marinho cada uma delas associada a doenças que em muitos casos, podem ser prevenidas ou controladas.
Foto |Jornal de Itirapina
O Março Lilás volta os holofotes para o câncer de colo do útero, um dos tipos mais incidentes entre mulheres no Brasil. A doença tem uma característica que a diferencia de muitos outros tumores: pode ser evitada. A principal estratégia é a vacinação contra o HPV, vírus associado à maioria dos casos. Aliada a isso, a realização periódica do exame preventivo (Papanicolau) permite identificar alterações ainda em fase inicial, antes que evoluam para um quadro mais grave. Quando diagnosticado precocemente, o câncer de colo do útero apresenta altas chances de cura.
Já o Março Amarelo chama atenção para a endometriose, condição ginecológica crônica que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres. Caracterizada pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora do útero, a doença pode provocar dores intensas, alterações intestinais, fadiga e infertilidade. Apesar de comum, o diagnóstico costuma ser tardio muitas vezes porque os sintomas são naturalizados ou confundidos com cólicas menstruais “fortes”. Especialistas alertam que dor incapacitante não é normal e deve ser investigada.
O Março Azul-Marinho destaca o câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal. Trata-se de um dos tipos mais frequentes no país, com maior incidência a partir dos 50 anos — embora casos em pessoas mais jovens tenham aumentado nos últimos anos. A boa notícia é que a doença pode ser prevenível em grande parte dos casos. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, redução do consumo de álcool e abandono do tabagismo estão entre as principais medidas de proteção.
As campanhas reforçam uma mensagem comum: informação salva vidas.