Neste Dia Nacional da Vacinação, celebrado nesta segunda-feira (17), o Ministério da Saúde faz um alerta sobre a necessidade de manter a carteira de vacinação atualizada, especialmente entre crianças e adolescentes. A pasta reforça que a imunização é essencial para evitar a reintrodução de doenças já erradicadas no Brasil, como a poliomielite, e garantir que o país continue livre de enfermidades graves que voltaram a circular em outras partes do mundo.
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De acordo com dados mais recentes, a campanha nacional contra a pólio alcançou 64% do público-alvo, resultado considerado abaixo da meta estabelecida pelo governo federal. A cobertura vacinal de rotina em crianças menores de um ano também preocupa, registrando apenas 44%.
O Ministério da Saúde informou que segue atuando de forma ininterrupta para ampliar as taxas de vacinação, em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias estão ações regionais, mutirões e campanhas de comunicação voltadas à conscientização da população sobre a importância da imunização.
Reconhecido internacionalmente pela eficácia e abrangência, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é uma das maiores conquistas do sistema público de saúde brasileiro. Desde sua criação, o programa foi responsável pela erradicação da varíola humana e pela eliminação da rubéola, incluindo a síndrome da rubéola congênita, além do tétano materno e neonatal.
O último caso de poliomielite registrado no Brasil ocorreu em 1989, no estado da Paraíba — um marco que simboliza décadas de esforços para garantir a saúde pública por meio da vacinação em massa.
Manter a vacinação em dia é um dever de todos, segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros. “O estado da Paraíba alcançou meta vacinal contra a poliomielite em 95,09%. O Amapá, que tinha uma das piores coberturas das 27 unidades da federação, está hoje com 90%. Manter a vacinação em dia também é dever dos pais e responsáveis. Esse é o esforço do SUS e de toda a população brasileira”, declarou.