NotíciasQuem é Pilili e como passou a ser novo símbolo das Eleições 2026?

06 Maio, 2026


Criada para representar a democracia de forma leve e acessível, mascote Pilili foi oficialmente apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como símbolo das Eleições 2026. Inspirada na urna eletrônica, a personagem carrega no nome uma referência direta ao som emitido no momento da confirmação do voto — um “pilili”.

Quem é Pilili e como passou a ser novo símbolo das Eleições 2026

Foto: /Reprodução|STF

Sem gênero definido, pois nasceu da inspiração de uma máquina, a mascote representa a neutralidade, sem estereótipos. O nome Pilili é uma onomatopeia do som emitido pela urna eletrônica, conhecido ao longo das últimas eleições brasileiras.
A concepção da Pilili começou em 2023, a partir de uma proposta da Coordenadoria de Mídias e Web (Coweb) da Secretaria de Comunicação e Multimídia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Embora simpática e interativa, a mascote não tem voz. Ela se comunica por gestos e também de forma gráfica, por meio de textos em legendas e balões de fala em animações e posts.

A apresentação de Pilili ocorreu durante a cerimônia que celebrou três décadas da urna eletrônica no Brasil. O evento destacou a evolução do sistema eleitoral brasileiro desde as eleições municipais de 1996, quando o equipamento foi utilizado pela primeira vez.

Na abertura do evento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, ressaltou a segurança, a confiabilidade, a agilidade e a auditabilidade do equipamento. “O Brasil pensou uma forma, portanto, algo que foi feito por nós, para nós, para as nossas necessidades, que é a urna eletrônica. O voto é computado, não tem a mão de outra pessoa, não tem a visão de outra pessoa. É você, exclusivamente, com a sua escolha, com quem você acha que lhe representa”, ressaltou.

Além disso, a presidente do TSE fez uma convocação informal aos diversos estudantes presentes no evento — jovens entre 15 e 17 anos. “Quem completar 16 anos até o dia 4 de outubro, ou seja, de hoje a 150 dias exatamente, se tiver solicitado o título a partir dos 15 anos, poderá votar, poderá exercer esse direito e, com isso, ser verdadeiro ou verdadeira cidadão ou cidadã, que diz quem ocupará os cargos de direção no país”, destacou.

Com a urna eletrônica, o Brasil saiu da era das intermináveis apurações de votos para a vanguarda da democracia digital mundial. Desenvolvida pela Justiça Eleitoral e testada pela primeira vez nas Eleições Municipais de 1996, a urna eletrônica foi a resposta brasileira a um sistema de papel que, durante décadas, foi vulnerável a fraudes, extravios e erros humanos.
Ao substituir o papel pelo bit, o Brasil não apenas modernizou a logística eleitoral, mas também democratizou o acesso ao voto. Ao todo, o Brasil tem hoje 156 milhões de eleitoras e eleitores. Com a votação pela urna eletrônica, os resultados das eleições saem no mesmo dia do pleito. O equipamento foi desenhado para ser intuitivo, a fim de permitir que, do eleitor mais instruído ao mais humilde, todos possam exercer a cidadania com a mesma facilidade e segurança.
“Nesses 30 anos, a urna acabou com a fraude eleitoral, acabou com a possibilidade de uma pessoa votar por outra. Acabou com a possibilidade, portanto, de a gente ter um resultado que não corresponde ao votado pelo povo”, concluiu a ministra. Fonte:STF


Voltar pagina inicial


Utilizamos cookies essenciais para melhorar sua experiência de navegação e que são necessários e essencial para assegurar o funcionamento da página eletrônica . Para conferir os cookies utilizados na; política de Cookies.