O salário mínimo nacional será reajustado para R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026, um aumento de R$ 103 em relação ao valor atual de R$ 1.518. O novo piso foi anunciado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e garante ganho real aos trabalhadores, embora o reajuste tenha ficado abaixo das projeções iniciais.
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Segundo o governo, a diferença em relação à estimativa anterior está relacionada ao comportamento da inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE, ficou abaixo do esperado em 2025, o que impactou diretamente o cálculo do reajuste.
A medida beneficia cerca de 60 milhões de brasileiros, já que o salário mínimo serve de referência não apenas para os trabalhadores da iniciativa privada, mas também para aposentadorias e pensões do INSS, o Abono Salarial e benefícios assistenciais como o BPC/LOAS.
O senador Paulo Paim (PT-RS) destacou que o reajuste representa o cumprimento de um dos compromissos centrais do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o parlamentar, a valorização do salário mínimo é um importante instrumento de distribuição de renda e estímulo à economia. “É mais dinheiro no bolso do trabalhador e da trabalhadora, o que impulsiona o consumo, fortalece pequenos e médios negócios e faz os recursos circularem na economia”, afirmou.
De acordo com a regra atual, válida até 2030, o reajuste anual do salário mínimo considera a inflação do ano anterior somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, com limite máximo de 2,5% de ganho real.
O novo valor entra em vigor em janeiro de 2026, servindo como base para os pagamentos que começam a ser feitos a partir de fevereiro.