Os membros do Brics se reuniram nesta terça-feira(22), em Kazan, e definiram a lista de possíveis novos parceiros do bloco, deixando Venezuela e Nicarágua de fora de possíveis países parceiros do Brics. Essa decisão vai ao encontro do que o Brasil desejava, já que o governo brasileiro fez pressão política para evitar a inclusão desses dois países. Embora não tenha havido um veto oficial, mas segundo fontes ouvidas, que "os russos estão cientes do descontentamento do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Presidente da Venezuela Nicolás Maduro", reeleito em uma eleição bastante contestada.

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O Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, é um grupo de economias emergentes cujo nome vem das iniciais dos países em inglês (que também formam a palavra "tijolos", sugerindo que essas nações construiriam o futuro global). Recentemente, o bloco expandiu com a adesão de novos membros: Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
No primeiro dia (22 de outubro) da Cúpula do Brics, realizada em Kazan, Rússia, Vladimir Putin se reuniu com Dilma Rousseff e elogiou sua atuação à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco dos Brics. Vladimir Putin declarou que espera um “envolvimento ativo” de Dilma Rousseff nas discussões da cúpula, especialmente na reunião de líderes marcada para esta quarta-feira (23 de outubro).

Na imagem, a presidente do Banco dos Brics, Dilma Rousseff, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin , cumprimentam-se durante encontro na cúpula do Brics nesta 3ª feira (22.out)
Durante a reunião em Kazan, foi apresentada uma nova lista de países que podem se juntar ao grupo como parceiros: Argélia, Belarus, Bolívia, Cuba, Indonésia, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Turquia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã. No entanto, ainda não se sabe se todos esses países serão efetivamente aceitos. Os líderes dos países-membros estão reunidos na Rússia, onde discutirão durante um jantar o futuro desses possíveis novos parceiros.
Durante o evento, os chefes de Estado dos nove países do Brics estão debatendo, entre outros temas, as operações financeiras do grupo. Uma das principais pautas é a criação de uma moeda comum e a implementação de um sistema de trocas comerciais utilizando moedas nacionais, uma medida pensada para reduzir a dependência do dólar. O objetivo central é enfraquecer a relevância da moeda americana como principal reserva de valor, promovendo uma maior autonomia econômica entre as nações emergentes.

Na imagem, a presidente do Banco dos Brics, Dilma Rousseff,
Essa estratégia faz parte de um movimento mais amplo dos Brics para consolidar uma nova ordem financeira, menos dependente das flutuações e políticas do Ocidente, oferecendo alternativas robustas para seus membros em intensificar sua cooperação econômica e política, além de abrir espaço para discussões sobre novos membros no bloco, reafirmando o papel do Brics como uma força emergente no cenário mundial.
Na data de hoje 22 terça-feira, Vladimir Putin conversou por telefone com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, infelizmente, não pôde comparecer à cúpula do Brics devido a um acidente doméstico ocorrido no último final de semana. Ambos expressaram lamento pela ausência do chefe de Estado do Brasil Presidente Lula no evento presencial, mas o presidente brasileiro garantiu que participará da reunião dos países-membros por videoconferência. Mesmo à distância, o Presidente Lula pretende continuar engajado nas discussões, que incluem questões importantes como o fortalecimento das relações econômicas e o papel do Brasil no bloco.